


Eu tinha um cachorro quando criança. Tinha, da forma como se pode ter um cachorro morando na roça. Era tão livre o "meu" cachorro, o cercado de arame não impedia as suas aventuras por matas. De vez em quando, ele voltava com o focinho espetado por espinhos. E foi assim que eu soube de um bicho esquisito, o porco-espinho. O Duque (esse era o nome) trazia um pouco do mistério da mata. E por que eu achava que o cachorro era meu? Não sei ao certo. O Duque era malhado, não me lembro como nem quando ele chegou em casa, mas nessas lacunas moram as histórias.
4 comentários:
é dessas
faltas-lacunas
que todo artista
cria
amigaaa...
grandes saudades
dos nossos hai-kais
(é q estive com Alice ontem)
Sabe, eu também fui criada num lugar assim. Não sei se posso dizer que era roça, mas eu morava mesmo numa granja.
Também tive o um "Duque", assim como um Barriga [coelho] e o Carreira [uma velha tartaruga].
Saudades daquilo tudo.
:~
Julio,
Luyse,
que bom receber notícias.
bjs
Lúcia
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