quinta-feira, outubro 14, 2010

Uma fábula




Entre uma história caipira e outra, decidi lançar esta fábula japonesa. E, apesar de ter uma edição antiga (fora de catálogo, 1993), posso dizer que é um outro livro, texto novo, ilustrações novas. As personagens são pessoas, mesmo sendo ratinhos, com todas as vontades humanas. E, nessa história, eles querem um noivo para a ratinha. Não um noivo qualquer, afinal, ela é a mais bela e gentil ratinha. Assim pensam os pais.

Estou postando apenas detalhes das imagens. Usei uma alta alvura (240 g/m2), normalmente ruim para aquarela, por não espalhar tão bem a tinta, e secar rápido demais. Mas, tenho adotado nos meus trabalhos atuais, justamente por marcar as pinceladas e o grafite correr sem atrito.

domingo, outubro 10, 2010

Programas de Leitura em Caxias do Sul











Estive na Feira de Livros de Caxias do Sul, pelo Programa Permanente de Estímulo à Leitura/Livro Meu, participando do Passaporte da Leitura. E foi um gostoso bate-papo, recebi os carinhos dos guris e gurias da Escola Municipal Dolaimes Stédile Angeli e da Escola Municipal Erny de Zorzi, num auditório montado na praça. Eles fizeram pesquisas, criaram objetos, textos e, segundo me explicaram as professoras, toda a comunidade escolar é envolvida nesse projeto. E são tantos outros projetos bacanas coordenados por Luiza Motta— Peçuelos da Leitura ( na minha cidade seria Bornal da Leitura), Expresso da Leitura, Cangururs da Leitura, entre outros — vale entrar no site (link acima) e conhecer.
Este é o quarto evento que participo no Rio Grande do Sul, volto sempre impressionada com a hospitalidade e a organização dos gaúchos. No início de novembro estarei indo para Porto Alegre para o Traçando Histórias.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Blog da Folhinha

Saiu um comentário sobre o livro Muli no blog da folhinha. E respondo as perguntas feitas por Gabriela Romeu, falo um pouco sobre o processo de criação, novas hitórias, encontro com crianças.
Convido os amigos a acessar o link:
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/804553-conheca-muli-um-monstrinho-que-tem-medo-de-nao-botar-medo-em-ninguem.shtml

Perua rural



Com tantos carros bacanas que andavam na cidade... meu pai só queria perua rural. Mas esse carro aguentava os trancos, entre poeiras, curvas, subidas, descidas. Eu e meus irmãos gostávamos de ir na parte de trás. Quase sete quilometros até a cidade. E em dias de chuva? Qualquer passeio corria o risco de ser cancelado. Mesmo o cinema. Era o que eu mais temia, cinema vinha apenas uma vez ao mês e chegava em um caminhão (isso já é outra história). Rezar pra não chover. Se a água era muita, a estrada virava lama. Aí a perua reclamava. Teve dias que ela não quis mais sair do lugar. Só um trator para socorrer.

terça-feira, setembro 21, 2010

Os pequeninos seres do jardim

















No ano passado ilustrei um livro de poemas do Marcos Bagno. O título é Festa no Meu Jardim (positivo).

sexta-feira, setembro 17, 2010

O Jacaré e o dentista

Aproveitando o assunto, pequenos leitores, apresento aqui um livro divertidíssimo. É do Gomi Taro (alguns títulos traduzidos no Brasil pela CosacNaify), um dos autores mais bem sucedidos no Japão, com muitos livros lúdicos para o público que está começando a descobrir a magia dos picture books.
Na dificuldade de traduzir o título literalmente, vou adaptar para "O jacaré e o dentista".
Enquanto brinca na mata, o jacaré sente dor de dente e diz:
— Queria era brincar, mas tenho que ir...
E o dentista, que também está brincando, vê a silhueta do paciente na sua porta e diz:
— Queria era brincar, mas tenho que ir...
O livro todo é construído por repetições, dois personagens que falam exatamente as mesmas frases, tais como::
— Ai, que medo...
— E agora?
— Preciso de coragem!






















—Aaaai!
—Puxa, doeu!
— Só mais um pouquinho...
E quando o tratamento termina, ambos respiram aliviados:
— Ufa!
Agradecem e se despedem cordialmente:
— Desculpe o mau jeito. E até uma próxima vez.
Mas, quando cada um vai para um lado, ambos dizem:
— Não, não. Não quero vê-lo, nunca mais.


domingo, setembro 12, 2010

Para os pequenos leitores















































Livros desde o berço - esse assunto está em pauta, o que já é uma realidade em qualquer país onde existe uma tradição de leitura.
No ano passado, recebi um pedido muito especial, que é ilustrar um dos títulos para a "Coleção Pequenos Leitores", produzida pelo Instituto Alfa e Beto. São livros para se ler com crianças de 12 a 18 meses. Boa Noite não tem palavras, apenas imagens, direção de conteúdo e roteiro de Juliana Cabral, no formato de 15X15, acartonado, 8 páginas. São alguns rituais que antecedem o momento do sono de uma criança. E a técnica utilizada na ilustração é uma mistura de sumiê com aquarela.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Revista Ilustrar


Saiu a edição número 18, voltada à Ilustração de livros para criança. E tenho o imenso prazer de estar junto com Cris Eich, Shaun Tan, Rogério Coelho, Mariana Newlands, Mauricio de Souza. E tem a coluna do Renato Alarcão que entrevistou vários ilustradores. Quem ainda não conhece pode conferir os números anteriores, tudo é muito bem feito, coordenado e dirigido por Ricardo Antunes, também ilustrador e designer.

Para fazer o download gratuito basta acessar o site: www.revistailustrar.com

quinta-feira, setembro 02, 2010

Homenagem à Eva Furnari


Ontem foi o dia de homenagear Eva Furnari. Num auditório cheio de convidados, durante uma rápida conversa conduzida por Emir Perrotti, ela comentou que até os 45 anos não falava". A Eva que eu conheci há mais de 20 anos atrás era tímida, realmente falava pouco, mas a primeira impressão que guardei foi a de uma pessoa muito doce, generosa, disposta a passar seus conhecimentos da melhor forma.
Ela sabia dosar na medida exata a crítica e o incentivo, sabia que as palavras de incentivo seriam um aliado importante nos momentos difíceis.
Depois de passado alguns anos, quando a reencontrei, acho que ela já "falava" mais, e ria mais. Eu reparei que o seu riso vinha do ventre, era um riso aberto, gostoso. Ontem, enquanto ela comentava sobre a sua carreira, essas lembranças me passaram pela cabeça. E eu pensei comigo, como foi bom tê-la conhecido, tanto o seu lado mestre, quanto o seu lado criança, curiosa, sapeca, imaginação a mil. Espero poder acompanhar os seus novos projetos que estão por vir. O que será que ela anda aprontando?

segunda-feira, agosto 30, 2010

Cidade do Livro


Estive na Cidade do Livro, onde nasceu Orígines Lessa, Lençóis Paulista. Participei do Encontro de Literatura Infanto Juvenil-2010, junto com Francisco Marins, Ignácio de Loyola Brandão e Carolina Vigna Marú. Infelizmente, perdi a palestra do professor Marins que se apresentou de manhã, cheguei para o período da tarde, perdi a fala da Carolina porque foi no dia seguinte.
Mas pude ouvir o Ignácio de Loyola, com o seu jeito descontraído, sempre trazendo histórias saborosas, cheias de humor. Falar depois dele não é nada fácil, relatei a minha experiência, o chão que está presente na minha memória, aquele tão pertinho dali, de um lugar chamado ASAHI. É o chão onde meus avós lançaram raízes, e eu guardo na memória para me conectar com a minha infância e com o meu sonho. E estar ali, na cidade do livro, mostrando um pouco do meu trabalho, as minhas referências, isso tudo faz parte do sonho que sonhei no chão do quintal da minha casa em ASAHI (pertence ao município de Duartina).
Saber que na região tem tantos eventos culturais, várias bibliotecas, bastante leitores, foi bom demais. Espero estar mais vezes lá, passear pelas ruas com nome dos escritores.
(a foto foi emprestada do : http://culturalencoense.wordpress.com)

sexta-feira, julho 23, 2010

Caracóis, pedras, montanha e floresta



Eu tinha anotado no roteiro, " desenhar Lia escorregando numa montanha imaginária", ou seja, tentava dar uma cena pronta para o leitor. Mas, assim que fiz o primeiro esboço, senti que a ilustração estava pobre. Algo não me agradou. O que não ia bem? Tentei outra cena, a menina num barco e ondas, de nada adiantou. Cheguei a pensar, será que a história não está pronta ainda? Até que me lembrei... Uma criança sabe que pedra pode ser uma montanha, e matinho pode ser uma floresta. Por que não desenhar tudo bem simples? Tentando captar os gestos naturais de uma criança. E uma pedra, simplesmente como é. O texto fala de uma montanha, o desenho é uma pedra. Aí, tudo se amarrou. Nessa história não entra o maravilhoso, apenas o imaginário das crianças, os dois personagens sérios nas suas brincadeiras.
Sempre gostei de usar muito branco, neste livro eu abusei. Essas imagens não estão inteiras, são recortes, para não estragar a supresa.

quinta-feira, julho 22, 2010

capa do livro novo


O estudo da capa feito pela editora Global ficou assim. E o livro está quase pronto, acho que vai dar tempo para a Bienal.

Revista Ilustrar

Descobri que existe uma revista muito bacana, idealizado e dirigido por Ricardo Antunes, ilustrador e designer. Você pode fazer um downloud e ler as matérias. E a revista nº 9 traz uma matéria sobre o mestre Massao Okinaka e o sumi-ê. Tem também uma entrevista com a Catia Chien na revista nº 4.
Segue o link
http://www.revistailustrar.com

sexta-feira, junho 25, 2010

Susan Varley- do sketch para arte final
















Susan nasceu em 1961, na cidade de Blackpool, Inglaterra. Cursou design gráfico no Manchester Polytechnic Institute, quando produziu o seu primeiro picture-book como projeto de conclusão do curso. No primeiro e no terceiro ano, ela teve como orientador o Tony Ross (autor/ ilustrador de vários livros), quem sugeriu incorporar os traços do seu skecth no seu estilo. Comenta a artista que, antes, pensava no rafe apenas como um processo anterior à arte final; por isso mesmo, o encontro com Tony Ross foi um dos mais significativos na sua formação como ilustradora. A escolha da história, " Badger's Parting Gifts", também veio pela sugestão do seu mestre.
Ao optar por um texto a ser trabalhado, ela define o personagem, desenhando-o várias vezes, depois vem o cenário quase como um complemento. Leva mais ou menos um mês para realizar o rascunho de um livro e uns 3 meses para a finalização. Os traços são em bico de pena e a pintura em ecoline bem aguada, com várias sobreposições.
Susan conta que, apesar de ter a autoria das palavras do seu primeiro livro, delega essa etapa aos profissionais. Ou seja, faz uma parceria com um escritor que elabora o texto inspirando-se nas suas imagens, ou nos seus personagens. Mas o resultado final se transforma, às vezes distanciando-se da idéia inicial. Ela também ilustrou textos que recebeu dos editores. Pelo jeito, ela gosta de utilizar animais para representar pessoas. The Monster bed, Why the sky is blue?, Spring Rabbit, estão entre as obras dessa autora.

(baseada numa entrevista para a revista Moe, Japão, 1997)

terça-feira, junho 22, 2010

Coisas da roça


Uma criança me perguntou "sumiê só pode ser em pincel?" Respondi que sim, afinal, é uma técnica de pinceladas (entre outras características ), mas logo emendei " Você pode usar a simplicidade do sumiê em qualquer material". Eu mesma venho misturando o sumiê com o grafite, os capins ficam com jeito meio descabelado, que me lembra a roça. Falando em roça, também tenho desenhado muitas galinhas. Elas estarão bastante presentes nas minhas histórias.