quarta-feira, junho 01, 2011

Cora Coralina e o prato azul-pombinho





Um armário que guarda um prato. Um prato que guarda uma história azul. Princesa, mar, barco, quiosques rendilhados...quanto encanto para Aninha (Cora menina).
Lembro que em casa também tinha uma cristaleira de madeira e dentro muitos objetos. Nesses objetos eu buscava desenhos que me faziam imaginar histórias.

No ano passado recebi este presente, ilustrar um texto da Cora Coralina — "O Prato Azul-Pombinho" — numa nova edição da editora Global. Decidi marcar bem a cor marrom, que lembra a terra, e azul, que remete a um lugar distante.
Enquanto aguardo o livro ficar pronto, posto aqui alguns detalhes das imagens.

quinta-feira, maio 26, 2011

Quando estive em Goiás




Começou uma chuva fininha. Eu me abriguei de um lado da rua e o cãozinho do outro. Não dá pra imaginar uma história?

sexta-feira, abril 15, 2011

Chegou A VISITA

Morando na roça, visita era algo desejado. Algumas muito esperadas, como a dos primos. Outras nem tanto. E tinha aquelas inesperadas... tantas visitas passaram pela porteira do sítio Asahi.



Um dia, não faz tanto tempo assim, eu e minhas irmãs tentamos visitar esse lugar, mas não conseguimos reconhecer a entrada, não tinha mais pés de cafés, nem pés de caquis, nem amoreiras. Decidimos não insistir na ideia de ver o lugar onde nascemos e crescemos.
O bom é que as imagens me fazem VISITAS.

quinta-feira, março 17, 2011

Outra história caipira




"Ladrão de Ovos" (SM, no prelo) é o segundo título que faz parte das minhas histórias caipiras.


Laura e Carlinhos queriam um bicho SÓ DELES. Porque os cavalos são do pai, o burrico é do avô, as galinhas e outras aves são da mãe e da avó, um pouco deles também.

Essa história foi inspirada num cachorro que eu tive de verdade, o Duque. E o outro, o Leão, era da minha irmã. Até hoje, nós comentamos porque o Duque tinha um temperamento parecido comigo e o Leão era mais parecido com a minha irmã.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Minhas histórias caipiras


Este ano eu tenho várias novidades. E uma boa parte tem a ver com o meu lado caipira.

"O ogro e as galinhas"(no prelo - ed. SM) foi inspirado na minha vivência de roça. Faz quase dez anos que tenho essa história escrita, mas só uns dois anos atrás consegui desenhar os personagens e montar o boneco.
Contando um pouco do que se trata —Laura e Carlinhos são surpreendidos com uma ideia que teve o "fiscal". Ele decidiu que as galinhas não iriam mais ficar tão soltas, pois isso dificultava o trabalho. Mas as crianças não gostaram nada dessa ideia e acabam tendo uma outra ideia...

O avô da história foi inspirado no meu avô de verdade, que vivia cheio de ideias e essas ideias interferiam nas minhas tarefas e brincadeiras.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

A VISITA















A VISITA ficou com esta cara. O menino espia, por trás do ipê, com cara de espanto. O que acontece mais adiante? Neste livro, para não perder a expressão do personagem, evitei ao máximo o processo de passar a limpo.

domingo, janeiro 09, 2011

Revista Ilustrar-20


Saiu a Revista Ilustrar- 20. Para quem tem muitas perguntas sobre como montar um Portfólio, Renato Alarcão fala justamente sobre isso.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

A VISITA para 2011


No ano anterior, finalizei as ilustrações de alguns livros que já estavam em formato de boneco. "A VISITA" sai pela editora DCL. É uma história inspirada num período vivido em Asahi. Já falei desse lugar? Se alguém chegasse para nos visitar, a primeira coisa que encontrava era a porteira. Por ali passaram muitas visitas. Alguns vinham a cavalo, burrico, ou a pé... Se a visita chegava em Kombi, eu pensava, será o "mascate"? , um vendedor ambulante. Se era uma perua rural, igual ao nosso, devia ser algum amigo do meu pai. Se era um fusca, eu achava que a visita vinha da cidade e era chique. De qualquer forma, adorava visitas. Trazia alguma novidade. Gostava de ouvir o barulho do carro parando perto da porteira.
"A VISITA"é um livro narrado só por imagens.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Becos de Goiás Velho




Entre todos os becos, este foi o que mais me agradou. Estreito, de ladeira, em curva... Não encontrei outro tão interessante, desenhei-o do alto e de baixo.



Quando já ia embora, lembrei de registrar o nome. Não achei a placa. Então, voltei para o restaurante onde tinha almoçado e perguntei.
— Qual o nome daquele beco?
Um senhor de cabelos e barbas brancas, não sei se era freguês ou o dono, explicou.
Como o beco faz uma curva, o pessoal aproveitava para fazer suas necessidades. E disso surgiu um nome.
Será verdade? Deve ser um nome popular... Achei pitoresco e acabei não confirmando o oficial. E registrei no caderno — BECO DO MIJO.

domingo, dezembro 26, 2010

Outra casa em Goiás



De início, quando passei em frente, o que me chamou atenção foi apenas a cor forte da janela. Fui subindo, dei uma volta pela praça e na volta olhei para a casa outra vez.
Aí, achei que daria uma composição bacana, incluindo as duas árvores. O que mais me agradou no conjunto foi a passarela de pedrestres (que não aparece na foto) fazendo uma leve curva, assim como o telhado.

Casa rosa de Goiás



Encanto a primeira vista. Ao longo de um beco estreito, dei de cara com ela. Toda rosa. E me pareceu abandonada. Mas, os detalhes me fizeram perguntar. Quem teria morado aí? Contemplado a paisagem por essas janelas, espiado o movimento pelos desenhos da porta? Ou talvez ainda more, quem sabe?
Desenhar nas ruas do centro velho de Goiás é bem tranquilo ( menos no feriado e dias de festas, segundo os moradores, época que chegam mais turistas). Foi só sentar na calçada e começar a rabiscar, um sossego. De vez em quando passava alguém, e se estava de guarda-chuva era perfeito para completar a cena.

A casa de Cora Coralina

A casa de Cora Coralina se olha no espelho.
_ A casa sempre foi assim? - perguntei a um morador que chegou a conhecer a poeta.
_ Não se falava em restauro naquela época. - foi o que ele me respondeu.
Desenhei a casa de vários jeitos, me agrada ela bem de frente, mas aí não aparece a ponte que dá um outro charme...foram seis desenhos, do lado de fora.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Caipirices


Lembrar é bom, é uma forma de saber da nossa identidade. E fico contente quando consigo colocar essas coisas dentro do livro. Por exemplo, o forno. Construído pelo meu avô, em tijolo, depois pintado de cal branco. A lenha ia dentro, queimava até virar brasa. E quando atingia uma alta temperatura, essa brasa era varrida para fora com vassourinha de galhos de alecrim. Um cheiro gostoso de erva se espalhava pelo quintal.
Lembro que minha mãe usava o forno para assar biscoitos de maizena e manjus (doce japonês). Vez ou outra, a vizinha vinha emprestar o forno, assava pães. Deixava sempre um para nós, embrulhado em pano de prato feito de saco de açúcar, alvo, bordado. Pão gordo, casca grossa, macio por dentro.
Mas, nessa época, sem saber apreciar as coisas boas da roça, queria pão da cidade, pão de padaria, casca fina e quebradiça, embrulhado num papel.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Para os leitores da Folhinha


Escrevi um texto para a Folhinha e sai neste sábado, dia 11. Falo de alguns seres que eu acho encantadores. Misteriosos, sapecas, maus ou atrapalhados... E lembrei até de alguns episódios engraçados quando criança, umas curiosidades. Quem quiser conhecer é só acessar http://www1.folha.uol.com.br/folhinha

Recebi janelas e poemas














Ontem recebi um belo presente. Vinte janelas, dentro de um envelope também com pintura de janela. Treze delas foram pintadas por Neide Santos e sete pelo seu professor Miguel Bertollo. Surpresa e alegria, porque, segundo conta a autora, tudo começou com uma releitura de uma janela que eu fotografei durante um passeio pela cidade de João Pessoa.
Aqui estão algumas delas que agora viajam por aí, espalhando sua magia, seus segredos e cores. E abaixo três dos poemas que as acompanham, no verso dos postais.


JANELA DE OUTRORA

Essa janela quebrada
desbotada pelo tempo
esconde segredos.

CASA PORTUGUESA

Uma janela romântica,
azulejos na parede.
É uma casa portuguesa,
com certeza.

JANELA E LIBERDADE

Na minha infância,
As janelas significavam libertação.
Na maturidade,
momento do fazer artístico.


Todos os poemas são de autoria de Neide Santos.
Conheça também os seus ensaios em: nastrilhasdaliteratura.blogspot.com